O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (10 de novembro), três operações simultâneas no Triângulo Mineiro. Denominadas “Fora de Sintonia”, “Submundo” e “Narcocárcere”, as ações visam desmantelar organizações criminosas atuantes nos municípios de Uberaba e Perdizes, e buscam cumprir um total de 14 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão.
Detalhes da ação policial
- Balanço inicial: até o momento, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão em Uberaba. Um foragido foi capturado e uma pessoa foi presa em flagrante.
- Araxá e Perdizes: em Araxá, a operação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e um de prisão. Em Perdizes, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão, com duas pessoas presas em flagrante.
- Presídios: quatro mandados de prisão foram cumpridos em presídios nas cidades de Uberaba, Perdizes e Francisco Sá.
- Materiais apreendidos: foram apreendidos dez celulares, um pendrive, tabletes de maconha, porção de cocaína e duas balanças de precisão.
“Fora de Sintonia” mira lideranças e bloqueio milionário
A fase atual da operação “Fora de Sintonia” busca atingir a comunicação e a coordenação das quadrilhas, termo conhecido no meio criminoso como “sintonia”. O objetivo estratégico é prender líderes da organização criminosa e executar o bloqueio de R$ 1 milhão.
As investigações tiveram início no segundo semestre de 2023. A primeira fase foi deflagrada em novembro, após a apreensão de materiais na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira (PPAIO), em Uberaba. Em fevereiro deste ano, a segunda fase desmantelou um núcleo focado em tráfico de drogas e associação para o tráfico, com base em Campina Verde e Uberaba.
Hoje, a operação foca em outro núcleo, buscando dez mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, além de medidas de arresto e sequestro de bens em Uberaba e Perdizes.
“Submundo” e o combate ao crime transnacional
A operação “Submundo” faz referência ao universo da delinquência e das atividades ilícitas. Em sua primeira fase, em julho de 2024, o Gaeco identificou uma residência em Uberaba usada por indivíduos de alta periculosidade e membros de organização criminosa de atuação transnacional, suspeitos de envolvimento em homicídios em Bom Despacho.
Dando continuidade às investigações, o Gaeco cumpre hoje dois mandados de prisão: um contra um membro de alta periculosidade custodiado na Penitenciária de Francisco Sá/MG, e outro contra um estrangeiro de nacionalidade colombiana. Ambos são suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Foi cumprido ainda um mandado de busca e apreensão em Uberaba e o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em contas sob suspeita de serem usadas para “lavar” dinheiro do narcotráfico.
“Narcocárcere”: desmantelamento do tráfico intracárcere
A operação “Narcocárcere” desbaratou um sofisticado sistema de tráfico e associação ao tráfico de entorpecentes intracárcere, além de lavagem de capitais. A investigação começou após a apreensão de um celular na PPAIO Uberaba, em abril de 2024.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão: um contra um detento da PPAIO e outro contra sua companheira/visitante, moradora de Araxá. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Uberaba e Araxá e autorizado o bloqueio de R$ 300 mil em contas bancárias dos alvos.
Apoio das Forças de Segurança
As operações contaram com o apoio da 5ª Região de Polícia Militar (4º, 37º e 67º Batalhões) e da Polícia Penal (Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Superintendência de Informação e Inteligência, 5ª e 11ª Diretorias Regionais de Polícia Penal, e Grupo de Operações com Cães/PPAIO).
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais/Assessoria de Comunicação Integrada






























