A robustez e complexidade dos serviços sob a gestão da Secretaria Municipal de Segurança Pública urge de um suporte altamente especializado em cada área, principalmente nas de trânsito e transporte público, para que possa trabalhar de forma integrada e avançar ainda mais no atendimento à população. Além da boa gestão na condução da pasta de forma geral, exige-se muito conhecimento técnico para encontrar e escolher as melhores soluções visando ao bem-estar coletivo em primeiro lugar. Essas decisões devem estar respaldadas por um contínuo planejamento e serem constantes conforme surgem as demandas.
Apesar do trânsito de Araxá em termos de sinalizações e cuidado estar muito melhor do que dantes, continua mais estrangulado a cada dia porque problemas críticos não são pontuais como as ações que vêm sendo adotadas há décadas. Mais do que uma exigência legal, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana deve de fato nortear, organizar e planejar o deslocamento na cidade priorizando as pessoas e não os veículos.
O que envolve valorizar o transporte público, pedestres e ciclistas visando tornar o trânsito mais seguro e sustentável conforme a lei federal, especialmente em cidades turísticas. Porém, em Araxá não tem ocorrido redução de congestionamentos, da poluição, do tempo e custo dos deslocamentos. A verdade é a piora da situação à medida em que o tempo passa, pois o que resolvia antes não é mais indicado hoje com o aumento do fluxo de veículos.
Hoje, o trânsito nos horários de rush na região central e rotatórias é impressionante para uma cidade com a qualidade de vida de Araxá. As intervenções corrigem aqui e ali sem estarem integradas de forma sistemática e definitiva. O transporte individual motorizado numa lógica contrária tem sido valorizado em detrimento do feito a pé, de bicicleta e coletivo.
Se por um lado existem avanços como na gratuidade de passagens no transporte público urbano, por outro é atraso na garantia da acessibilidade de várias formas. As maiores queixas são desde a falta de coberturas nos pontos, demora nos trajetos à lotação nos horários de pico e falta de coberturas.
Enquanto um atendimento eficiente atrairia mais usuários de ônibus melhorando o tráfego e o custo/benefício do serviço de responsabilidade do poder público, o que se vê é o relevante crescimento do transporte por aplicativos que quanto à regulamentação e operação é bom exemplo para o Brasil, mas são veículos rodando no trânsito da mesma forma. Essa excelência na sua oferta e fiscalização pelo município também poderia se refletir no transporte coletivo urbano. Seja qual for o modal, todos têm que atender bem a população.
O importante passo para evitar o que acontece hoje foi pensado há 25 anos com a implantação de um terminal integrado de transporte coletivo que inclusive seria na atual rodoviária que já naquela época carecia de outro local maior e mais estruturado. Porém, o que estava previsto já no primeiro Plano Diretor Estratégico de Araxá publicado em 2002 ainda sofre de soluções de continuidade.
































