Política

Brasil nega visto para servidores dos EUA que queriam monitorar urnas

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O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou a decisão do governo brasileiro de negar vistos de entrada a dois altos representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos: o subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

Os diplomatas pretendiam viajar ao Brasil para reunir-se com autoridades eleitorais e debater a liberdade de expressão no contexto das eleições.

Suspeita de instrumentalização política

A recusa dos vistos ocorreu após o pedido coincidir com reuniões de políticos brasileiros e diplomacia estrangeira para levantar questionamentos sobre o processo eleitoral. O governo brasileiro avaliou que a visita, no atual cenário pré-eleitoral, configuraria instrumentalização política do debate interno.

O questionamento à lisura do pleito voltou ao centro do debate nacional após declarações do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Durante encontro com diplomatas em Brasília, o parlamentar alegou — sem apresentar provas — que os equipamentos brasileiros seriam fornecidos pela empresa Smartmatic.

TSE desmente dados falsos sobre urnas eletrônicas

Em resposta às declarações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a informação e esclareceu que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados pela Justiça Eleitoral brasileira.

O tribunal reforçou que os equipamentos eleitorais são projetados por servidores e técnicos da própria instituição. Além disso, a produção do hardware é feita sob direta coordenação do TSE por meio de licitações públicas, o que assegura máxima segurança e transparência no processo eleitoral.

 

Fonte: Agência Brasil

 

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