Araxá

Dia do Cerrado: Viveiro de conservação da CBMM em Araxá supera 600 mil mudas produzidas e fortalece biodiversidade

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No Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, a conscientização sobre a preservação do segundo maior bioma da América do Sul ganha destaque em Araxá, no Alto Paranaíba. Há mais de três décadas, o Viveiro de Conservação da Flora, parte do Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA) da CBMM, atua na proteção da vegetação nativa, na recuperação de áreas verdes e na promoção de pesquisas ecológicas.

O CDA ocupa uma área contínua de 8,5 hectares dentro do complexo industrial da empresa. Além desse espaço, a companhia conserva cerca de 700 hectares de áreas de elevada relevância ecológica em variados estágios de regeneração. O compromisso é reforçado pela manutenção de duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) voltadas à garantia dos serviços ecossistêmicos regionais.

Levantamentos faunísticos realizados nessas áreas protegidas registraram 205 espécies de aves, 19 espécies de anfíbios, 11 de répteis e 19 de peixes, além de mamíferos ameaçados de extinção, como a onça-pintada.

Recorde na reprodução de mudas e espécies nativas

A preservação do bioma no local baseia-se na reprodução e no cultivo de flora nativa. Em 2025, o viveiro alcançou a marca histórica de 600 mil mudas produzidas de 145 espécies diferentes — o maior volume anual já registrado na unidade.

Atualmente, os pesquisadores da companhia estudam cerca de 270 espécies vegetais, das quais 224 já foram multiplicadas com sucesso, incluindo árvores emblemáticas como o ipê-amarelo.

“Quando falamos em conservação do Cerrado, é importante lembrar que as plantas são a base de todo esse sistema. Elas oferecem alimento e abrigo para a fauna, ajudam na proteção do solo e estão diretamente relacionadas à manutenção dos recursos naturais. Preservar a flora é, portanto, preservar todo o equilíbrio do bioma”, explica Marcos Lemos, gerente sênior de Gestão de Barragens e Meio Ambiente da CBMM.

Educação ambiental alcança mais de 80 mil pessoas

Além do foco técnico e científico, o viveiro atua como um polo de educação ecológica. Ao longo de 30 anos, os projetos pedagógicos e as visitas guiadas já beneficiaram mais de 80 mil estudantes, professores e moradores de Araxá e região.

Apenas em 2025, a estrutura do CDA sediou 84 visitas monitoradas, 10 palestras e 22 oficinas temáticas.

“O trabalho de conservação precisa caminhar junto com a educação ambiental. Quando uma criança ou um jovem conhece uma espécie nativa, entende sua função no ambiente e percebe a importância de preservá-la, ele passa a enxergar o Cerrado de uma maneira diferente. É uma forma de transformar conhecimento em cuidado com o meio ambiente”, conclui Lemos.

 

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