Agronegócios

Comitiva da ExpoQueijo Brasil visita fazenda produtora do queijo campeão Super Ouro na Serra da Mantiqueira

Queijo Super Ouro da ExpoQueijo 2026
Produtor Henrique Lamim recebeu representantes do evento em Virgínia (MG)

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Uma comitiva da ExpoQueijo Brasil realizou uma visita à fazenda do produtor Henrique Lamim, localizada em Virgínia, no Sul de Minas. O local é o berço do queijo Maranata Ouro, grande vencedor do troféu Super Ouro da ExpoQueijo 2026, principal premiação do concurso internacional realizado em Araxá.

A propriedade na Serra da Mantiqueira opera com um plantel de 33 vacas da raça Jersey — sendo 22 em lactação — e mantém uma média diária de 500 litros de leite. O controle de qualidade começa no manejo do rebanho e na alimentação dos animais, fatores apontados pelo produtor como determinantes para a excelência do produto final.

“Cento por cento é o leite. Quando chega um leite bom, o trabalho do queijeiro fica fácil. A Serra da Mantiqueira ajuda, o clima é bom, a água é boa, mas o maior esforço é na produção de um leite de qualidade para transformar em um queijo excelente”, destaca Henrique Lamim.

Com processos tradicionais aliados ao rigor sanitário, a fazenda produz cerca de 520 peças por semana, divididas entre 500 unidades do Maranata Jovem e 20 unidades do Maranata Ouro.

Projeção internacional e valorização do queijo artesanal

O Maranata Ouro conquistou o título máximo ao vencer a categoria de queijo de leite cru, com casca lisa e/ou lavada e maturação acima de 180 dias. O produto mineiro superou concorrentes internacionais de tradição, como produtores italianos de queijos de longa maturação.

Para a organizadora do evento, Maricell Hussein, o acompanhamento presencial reafirma o propósito da competição em dar visibilidade ao trabalho do produtor rural.

“Quando vemos de perto uma propriedade como esta, entendemos que o Super Ouro começa no manejo diário com o animal e com o leite. Quando um queijo da Mantiqueira vence um concurso dessa magnitude, toda a região ganha projeção internacional”, avalia Hussein.

Segundo Lamim, o reconhecimento internacional reforça a transição do queijo artesanal mineiro, que deixou de ser visto como um subproduto do leite para ocupar o posto de iguaria gastronômica desejada no mercado consumidor.

 

 

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