Quando o assunto é saúde mental, existem temas que exigem informação qualificada e acolhimento. A esquizofrenia é um dos transtornos mais cercados de tabus e, frequentemente, acaba confundida com outras condições, como o transtorno bipolar. Por isso, a avaliação de um médico especialista é indispensável para garantir o diagnóstico correto e o início do tratamento adequado.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, o psiquiatra Mateus Nóbrega, do Instituto Maria Modesto, explica que a esquizofrenia é uma condição crônica que altera a forma como o indivíduo percebe a realidade, pensa e sente.
“Existe muito preconceito e muitos mitos quando falamos sobre esquizofrenia. Por isso, ampliar a informação é fundamental para promover mais respeito e acolhimento às pessoas que convivem com a doença”, destaca o médico.
Quais são os principais sintomas de esquizofrenia?
Os sinais do transtorno podem variar, mas geralmente envolvem o comprometimento das funções cognitivas e sociais. Entre os sintomas de esquizofrenia mais comuns, destacam-se:
- Alterações na percepção da realidade: Como ouvir vozes ou ter crenças em situações irreais (delírios e alucinações);
- Isolamento social: Tendência a se afastar de amigos e familiares;
- Apatia emocional: Grande dificuldade para expressar emoções;
- Falta de energia: Desânimo acentuado para realizar atividades simples do dia a dia.
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Tratamento evoluiu e garante qualidade de vida
O psiquiatra reforça que o diagnóstico não deve ser encarado como uma sentença. A esquizofrenia tem tratamento e o acompanhamento médico multidisciplinar transforma a rotina e o futuro dos pacientes.
“O cuidado envolve o uso de medicamentos psiquiátricos, sessões de psicoterapia e, claro, o apoio indispensável da família e dos amigos. Com o tratamento correto, a pessoa pode ter uma vida com autonomia, manter vínculos afetivos e ter qualidade de vida”, explica Nóbrega.
O impacto do estigma na saúde mental
Além das barreiras clínicas, o combate ao preconceito continua sendo um dos maiores desafios. Segundo o especialista do Instituto Maria Modesto, o medo do julgamento social faz com que muitas pessoas demorem a buscar ajuda psiquiátrica ou enfrentem a solidão.
“O preconceito machuca, afasta e dificulta o acesso ao tratamento. Precisamos falar sobre saúde mental com mais empatia e responsabilidade”, completa o médico.
A orientação principal de saúde é procurar um médico psiquiatra ou psicólogo ao notar mudanças persistentes e importantes no comportamento, no fluxo de pensamento ou no controle das emoções.






























