Polícia Civil

Golpe em BH: menor aprendiz é identificada como peça-chave em esquema de fraude bancária investigado pela Polícia Civil

Divulgação/PCMG

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Adolescente de 17 anos aproveitava a confiança de clientes em agência da capital mineira para coletar credenciais e desviar recursos para organização criminosa.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu e remeteu à Justiça o procedimento investigativo que apurou um sofisticado esquema de fraude bancária em Belo Horizonte. O caso, que envolve uma adolescente de 17 anos em ato infracional análogo ao crime de furto, revelou a existência de um grupo criminoso estruturado para desviar dinheiro diretamente de contas de correntistas da capital.

O inquérito foi conduzido e finalizado pela Delegacia Especializada em Apuração de Ato Infracional (Deai). A investigação teve início em julho de 2025, após a Polícia Civil ser oficialmente acionada pela Polícia Federal para apurar as movimentações suspeitas na instituição financeira lesada.

Como funcionava o esquema coordenado por grupo criminoso

Segundo o delegado Eduardo Dantas, responsável pelo caso, as apurações desmascararam uma organização criminosa composta por integrantes maiores e menores de idade. O grupo atuava de forma coordenada e com uma clara divisão de tarefas, mantendo a jovem no centro da operação.

“As apurações revelaram a existência de uma organização criminosa cujo ponto central era a adolescente, que atuava na condição de ‘menor aprendiz’ na instituição financeira lesada”, informou o delegado.

Aproveitando-se do livre acesso aos sistemas, da função que exercia e da relação de confiança estabelecida com os clientes que buscavam atendimento físico na agência, a jovem realizava a captura dos dados.

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Coleta de senhas e facilitação de acesso remoto

O modus operandi consistia em coletar indevidamente credenciais de acesso a aplicativos financeiros dos clientes. Com os dados em mãos, a jovem viabilizava a ativação de dispositivos eletrônicos de terceiros.

Esse processo permitia que os demais integrantes da quadrilha, operando de forma totalmente remota, ganhassem controle sobre as contas e realizassem transferências eletrônicas não autorizadas via internet banking ou aplicativos móveis.

Para tentar blindar o esquema e escapar das fiscalizações financeiras, os recursos financeiros desviados não iam para um único destino. A investigação da PCMG apontou que o dinheiro era distribuído entre contas bancárias de diversos membros da organização. O objetivo da estratégia era pulverizar os montantes, dificultando o rastreamento dos valores por órgãos de controle e mascarando a identidade dos reais beneficiários do golpe.

Com o envio do procedimento investigativo concluído ao Poder Judiciário, os envolvidos deverão responder conforme suas respectivas participações e faixas etárias.

Fonte: Ascom PCMG

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