Complexo foi arrematado por grupo de investidores; regras de tombamento exigem a preservação integral da estrutura arquitetônica.
A Prefeitura de Araxá concluiu o processo de licitação e venda do Complexo Hotel Colombo, um dos patrimônios históricos e arquitetônicos mais emblemáticos do município. O imóvel foi arrematado por um consórcio composto por sete investidores pelo valor de R$ 2.665.250,00, abrindo uma nova etapa para a reocupação, restauração e exploração do potencial turístico do espaço.
O certame foi realizado inteiramente de forma online e registrou a proposta de um único grupo participante. O lance vencedor correspondeu exatamente ao valor mínimo de avaliação que havia sido estipulado previamente no edital público.
Condições de pagamento e garantia hipotecária
O modelo de negócio foi estruturado para viabilizar o investimento de longo prazo. De acordo com as diretrizes da legislação vigente, o pagamento do montante será realizado em 100 parcelas mensais, sem exigência de sinal ou entrada.
As prestações passarão por reajuste anual baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para a correção inflacionária. Como mecanismo de segurança jurídica para o município, o próprio imóvel permanecerá como garantia hipotecária até que ocorra a quitação total de todas as parcelas.
O prefeito Robson Magela enfatizou o impacto positivo da concessão para a economia local:
“O Hotel Colombo faz parte da história de Araxá. Com a concretização da venda, abrimos caminho para que esse patrimônio possa receber novos investimentos e voltar a contribuir para o desenvolvimento econômico e turístico da nossa cidade”, declarou o chefe do Executivo.
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Regras rígidas de preservação e tombamento
Por se tratar de um bem de relevante interesse cultural, os novos proprietários terão obrigações severas quanto à manutenção da estrutura. O contrato exige a preservação integral do patrimônio histórico e cultural do complexo, respeitando todas as normas constitucionais, leis de zoneamento e determinações judiciais em vigor.
Além das obras de restauro, os compradores ficam obrigados a fazer a comunicação formal da aquisição a órgãos de proteção federal e estadual, especificamente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), assegurando a fiscalização contínua das futuras intervenções no local.




























