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Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo

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O esporte mundial perdeu um de seus maiores ícones nesta sexta-feira (17). Oscar Schmidt faleceu em São Paulo, após uma corajosa batalha de cerca de 15 anos contra um tumor cerebral. O ex-atleta, que transformou o basquete brasileiro, deixa um legado de superação e recordes que inspiram gerações de atletas em todo o mundo.

De acordo com a Prefeitura de Santana de Parnaíba, o ídolo passou mal em sua residência e foi socorrido pelo Serviço de Resgate. Ele deu entrada no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) sem vida, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Em nota, a assessoria do jogador informou que a despedida será reservada aos familiares.

Uma carreira moldada por recordes e vitórias

Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar Daniel Bezerra Schmidt iniciou sua jornada no basquete em Brasília. Sua trajetória profissional decolou no Palmeiras e, rapidamente, ele se tornou o pilar da Seleção Brasileira de Basquete. Entre suas conquistas mais memoráveis estão:

  • Copa William Jones: título mundial interclubes conquistado em 1979;
  • Olimpíadas: participou de cinco edições (Moscou, Los Angeles, Seul, Barcelona e Atlanta), sendo o cestinha histórico da competição;
  • Hall da Fama: reconhecido pela Fiba e integrante do Hall da Fama da NBA.

O “Mão Santa” e a marca histórica de pontos

Oscar jogou por 11 temporadas na Itália antes de retornar ao Brasil para atuar em clubes como Corinthians, Banco Bandeirantes e Mackenzie. Foi no Flamengo, entre 1999 e 2003, que ele alcançou o topo do mundo ao se tornar o maior cestinha da história do basquete.

Com 49.737 pontos, ele superou a marca anterior de Kareem Abdul-Jabbar, consolidando-se como uma lenda viva do esporte. Após se aposentar das quadras em 2003, o “Mão Santa” reinventou-se como um dos palestrantes mais requisitados do país, compartilhando sua história de dedicação.

Legado de intensidade e paixão

Em entrevistas recentes, Oscar demonstrava gratidão pela trajetória e pela conexão com o público: “eu adoro fazer palestra. Estou contando a minha história para eles e isso repõe tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”, declarou o ídolo em 2022. Sua partida encerra um capítulo de ouro do esporte brasileiro, mas sua memória permanece eternizada em cada ponto marcado e em cada palestra proferida.

Fonte: Agência Brasil

 

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