Polícia

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta segunda-feira (1º de junho), a Operação Wi-Fi Livre. O principal alvo da ação é o Instituto Conhecer Brasil, uma organização não governamental (ONG) suspeita de fraude em contrato milionário firmado com a prefeitura da capital paulista.

A entidade pertence a Karina Ferreira da Gama, também proprietária da produtora Go UP — responsável pela produção do filme Dark Horse, um longa-metragem sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O contrato sob investigação, firmado no valor de R$ 108 milhões, previa a instalação de uma rede de internet sem fio gratuita em diversas comunidades carentes da cidade de São Paulo. Tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontam graves indícios de irregularidades tanto no processo de contratação quanto na execução do serviço.

Notas fiscais suspeitas e metas descumpridas

De acordo com as investigações, o termo de colaboração exigia que a ONG instalasse 5 mil pontos públicos de acesso ao wi-fi nas periferias paulistanas em um prazo de 12 meses. Contudo, os órgãos de controle constataram que apenas 3.200 pontos foram entregues até o momento.

Além do atraso crônico no cronograma, a auditoria do caso revelou que o Instituto Conhecer Brasil apresentou pelo menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais irregulares à administração municipal para tentar justificar os repasses financeiros e maquiar as despesas do projeto.

Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão nesta manhã. O objetivo é recolher documentos físicos e digitais, equipamentos eletrônicos e registros financeiros. Além da sede da ONG e de empresas subcontratadas, a polícia realizou buscas na própria Secretaria Municipal para apreender a cópia integral dos contratos e das prestações de contas.

Reações: Flávio Bolsonaro e Prefeitura de São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro, que atuou na captação de recursos para o filme Dark Horse ao pedir R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, comentou o caso durante um evento no Rio de Janeiro. O parlamentar minimizou as associações políticas e declarou que “a operação não tem nada a ver com o filme”.

Por outro lado, a Prefeitura de São Paulo emitiu uma nota oficial de esclarecimento onde afirma que colabora integralmente com as autoridades:

“A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvio de recursos públicos. O contrato com o Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade.”

 

Fonte: Agência Brasil

 

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