Minas Gerais alcançou um feito histórico no cenário socioeconômico brasileiro. O estado registrou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM de 0,809), o patamar mais alto já registrado em toda a sua trajetória. O resultado posiciona o território mineiro acima da média nacional, que atualmente é de 0,805.
Os dados foram divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2023, quando pontuou 0,803, Minas se consolidou no grupo de desenvolvimento considerado “muito alto”. Em comparação com 2012, quando o índice era de 0,787 (nível “alto”), o estado consolidou um avanço expressivo em pouco mais de uma década.
O governador Mateus Simões atribui o avanço à eficiência das ações estaduais. “Este índice é a prova de que as políticas que implementamos nos últimos anos chegaram onde precisavam chegar: na vida real das pessoas. Cada ponto de avanço no IDHM representa uma família com mais saúde, mais educação e mais renda”, destacou.
Boom no mercado de trabalho e atração de R$ 500 bilhões
A dimensão da renda foi um dos pilares determinantes para o salto do indicador. No fim de 2025, o estado registrou a menor taxa de desemprego da série histórica. O ciclo de crescimento vem sendo desenhado desde 2019, período no qual Minas Gerais gerou mais de 1 milhão de empregos formais.
Esse cenário foi impulsionado por um ambiente de negócios agressivo, que atraiu mais de R$ 500 bilhões em investimentos privados. Como reflexo, o ritmo de abertura de novas empresas disparou: somente em 2025, foram abertos 114.033 novos negócios no estado, uma expansão de 116% na comparação com o ano de 2019.
Educação: Trilhas de Futuro e segurança alimentar
Na área educacional, o grande destaque fica por conta do programa Trilhas de Futuro, coordenado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG). Focado na empregabilidade rápida, o projeto já injetou mais de R$ 2 bilhões para oferecer 374 mil vagas em cursos técnicos. Até o momento, mais de 100 mil profissionais já foram diplomados e há outros 115 mil estudantes em formação na atual edição, distribuídos por 143 municípios.
Paralelamente, o governo estadual blindou a rede de ensino com aportes massivos na alimentação escolar:
- R$ 2 bilhões investidos desde 2019, beneficiando 1,5 milhão de alunos.
- R$ 633 milhões garantidos para o orçamento de 2026 (sendo R$ 421 milhões em recursos próprios e R$ 212 milhões oriundos do Pnae federal).
Saúde: universalização do Samu e recorde em cirurgias
O terceiro pilar avaliado pelo IDHM é a longevidade, impulsionada em Minas Gerais por uma reestruturação na atenção básica e de urgência capitaneada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Entre os investimentos recentes, destacam-se:
- Universalização do Samu: O serviço de atendimento de urgência foi expandido para cobrir, pela primeira vez, todos os 853 municípios mineiros.
- Rede Hospitalar: Foram destinados R$ 1,57 bilhão para fortalecer hospitais e quase R$ 1 bilhão aplicado na conclusão de cinco hospitais regionais, adicionando 1,1 mil leitos ao sistema.
- Cirurgias Eletivas: O estado ultrapassou a marca histórica de 1 milhão de procedimentos realizados em 2025 após um aporte de R$ 470 milhões.
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Atenção materno-infantil e prevenção
O cuidado com a primeira infância ganhou fôlego com o programa Filhos de Minas, que distribuiu mais de 38 mil kits de enxoval para incentivar o pré-natal, somado a R$ 20,5 milhões direcionados à estratégia Zero Morte Materna.
Na prevenção, o estado investe anualmente R$ 64 milhões para ampliar a cobertura do Teste do Pezinho (capaz de diagnosticar 64 doenças) e aplicou um recorde de 16,4 milhões de vacinas em 2025, apoiado na frota de “vacimóveis”.
O que é e como funciona o IDHM?
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é uma métrica que varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento de uma localidade. O cálculo sintetiza o desempenho de três subíndices essenciais: longevidade (esperança de vida ao nascer), educação (acesso ao conhecimento) e renda (padrão de vida).
A série histórica utiliza dados coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), servindo como bússola para a elaboração de políticas públicas em todas as macrorregiões do Brasil.
Fonte: Agência Minas




























