Brasil

Senado rejeita indicação de Messias para o STF

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Em uma decisão sem precedentes na história republicana moderna, o plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram registrados 42 votos contrários e 34 favoráveis, resultando no arquivamento imediato do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para que a indicação fosse aprovada, eram necessários ao menos 41 votos (maioria absoluta). Esta é a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado veta um nome indicado para a mais alta corte do país.

Reviravolta e bastidores da votação

A votação durou pouco mais de sete minutos e pegou a base governista de surpresa. O relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Weverton Rocha (PDT-MA), estimava que Messias teria entre 45 e 48 votos favoráveis.

Enquanto a oposição comemorou o resultado como uma vitória estratégica, parlamentares governistas demonstraram perplexidade com a desarticulação política. Após o anúncio do resultado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encerrou a sessão por volta das 19h15.

O caminho da indicação

Jorge Messias havia sido indicado há cerca de cinco meses para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025.

  • Aprovação na CCJ: mais cedo, no mesmo dia, a comissão havia dado aval ao nome por 16 votos a 11.
  • Sabatina: Messias enfrentou questionamentos de ambos os lados do espectro político antes de seguir para o plenário.

Outras nomeações aprovadas

Apesar da derrota no STF, o Senado aprovou outras autoridades durante a sessão:

  • Margareth Rodrigues Costa: Ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST);
  • Tarcijany Linhares Aguiar Machado: Defensora pública-geral federal (DPU);
  • Nomes para o CNMP e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Com o arquivamento de Jorge Messias, o Palácio do Planalto precisará submeter um novo nome à apreciação dos senadores para ocupar a cadeira vaga no STF.

Fonte: Agência Brasil

 

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