OpiniĂŁo

🔸 Postura democrática 🔸 Aquém das expectativas 🔸 Sem culpados 🔸 Sem representatividade

Coluna Às Claras, Ana Paula Machado

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Postura democrática

O governador Mateus Simões (PSD) que nĂŁo conseguiu se reeleger agradeceu os votos obtidos logo depois da vitĂłria de Cleitinho no primeiro turno numa carta aberta. Ele disse estar orgulhoso do que foi construĂ­do em Minas nos Ăşltimos quase 8 anos ao lado do ex-governador Zema e do seu respeito ao resultado eleitoral. “Faremos uma transição de governo exemplar, transparente e responsável, governando com o mesmo zelo e dedicação que me moveram nos Ăşltimos 7 anos em que estive Ă  frente da administração e que manterei atĂ© o Ăşltimo dia do mandato daqui a 3 meses.” Mateus obteve 530.292 (4,65%) votos dos mineiros para o cargo, sendo 4.368 (7,70%) em Araxá, onde morou e mantĂ©m vĂ­nculos familiares. Ele assumiu o governo em março passado como vice de Zema que partiu para a prĂ©-campanha a presidente do paĂ­s.

Aquém das expectativas

O inexpressivo resultado eleitoral de Zema (Novo) no país como candidato a presidente em 2026 de 326.488 (0,27%) votos válidos decorre de vários fatores, desde o fechamento político-partidário com a falta de tempo de propaganda eleitoral gratuita ao discurso. Porém, por ser bastante conhecido em Minas Gerais e Araxá, refletem não só a falta de tarimba política como principalmente a desaprovação do seu governo. Ele obteve 98.407 (0,82%) votos em Minas Gerais e 2.797 (4,67%) em Araxá, o que pode desmotivá-lo a continuar na política.

Sem culpados

O deputado federal Mario Heringer (PDT) e o estadual Bosco (PSD) não foram reeleitos devido às questões partidárias que não têm nada a ver com o desempenho político, porque alcançaram respectivamente mais de 75 mil e de 72 mil votos. Porém, o PDT não alcançou o coeficiente eleitoral de 214.720 para eleger um deputado federal em Minas Gerais e Heringer não se elegeu para cumprir o sétimo mandato no cargo. Já o PSD para deputado estadual conseguiu fazer 9 cadeiras na ALMG e Bosco por 200 votos não foi eleito, sendo o primeiro suplente do partido. Não é culpa de ninguém que também foi candidato ao cargo, não só em Araxá como nas dezenas de municípios em que ele foi votado, o que é um direito inquestionável de todos.

Sem representatividade

Araxá que contou com o deputado federal Aracely de Paula por quase seis mandatos consecutivos de 1991 até 2014 e com o deputado estadual Bosco por quatro de 2011 a 2026, estará sem representantes diretos na Câmara Federal e na ALMG na legislatura 2027/2030. Cada um deles deixaram importante legado de trabalho em prol do município no decorrer deste tempo, é incontestável a importância dessas representações. Agora o município decresce em prioridade para envio de recursos estaduais e federais, pois a maior parte é destinada pelos parlamentares para onde são majoritários.

 

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