Minas Gerais

Filhote de tamanduá-mirim resgatado após atropelamento da mãe é devolvido à natureza em Minas

publicidade

Um filhote de tamanduá-mirim, carinhosamente batizado de Olavo, ganhou uma nova chance de vida após um longo processo de recuperação no Cetras (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres) de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O animal havia sido resgatado pelo Corpo de Bombeiros às margens de uma rodovia, ainda com o cordão umbilical, ao lado da mãe, que morreu atropelada.

Cuidados intensivos e reabilitação: o caminho para a sobrevivência

Ao dar entrada na unidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF), a equipe técnica iniciou protocolos de emergência devido à fragilidade do filhote. Segundo a veterinária Raquel Moreira Kind, a prioridade foi a nutrição: “era muito novinho, então entramos rapidamente com a suplementação na mamadeira para garantir que ele ganhasse peso”.

Com a evolução do quadro, a equipe promoveu uma transição alimentar cuidadosa. Para que o animal silvestre não perdesse seus instintos, os profissionais introduziram alimentação sólida e estímulos específicos: “levávamos cupinzeiros para que ele pudesse treinar as habilidades naturais, respeitando o tempo da espécie”, explica a veterinária.

Preparo técnico para a soltura

A fase final da reabilitação ocorreu em recintos com enriquecimento ambiental. A estrutura, composta por galhos e obstáculos naturais, foi essencial para o fortalecimento muscular e o desenvolvimento da coordenação motora de Olavo.

Após meses de monitoramento, o tamanduá-mirim atingiu a autonomia necessária e foi considerado apto para a soltura. O retorno ao habitat natural coroa o trabalho das equipes do Governo de Minas na preservação da fauna. “É um caso de sucesso que mostra como esse trabalho faz a diferença, desde o acolhimento até a devolução segura”, finaliza Raquel.

O que fazer ao encontrar animais silvestres?

O caso de Olavo reforça o papel estratégico dos Cetras na conservação ambiental. Em situações de encontro com animais feridos ou em risco, a recomendação é: não realizar o manejo por conta própria e acionar imediatamente a Polícia Militar de Meio Ambiente ou o Corpo de Bombeiros.

Fonte: Agência Minas

 

CLIQUE AQUI E PARTICIPE DO CANAL DO CLARIM NO WHATSAPP

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade