O Ateliê de Tecelagem Hermantina Drummond, mantido pela Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB), representou o município de Araxá no II Encontro Nacional do Tear Manual. O evento, realizado entre os dias 14 e 18 de julho em Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, reuniu tecelões, artesãos, pesquisadores e profissionais do setor de todo o Brasil. A programação foi inteiramente voltada à valorização, preservação e difusão de novas técnicas voltadas ao artesanato tradicional.
Oficinas, sustentabilidade e inovação no tear manual
Durante os cinco dias de evento, a comitiva de Araxá participou de uma série de oficina de fiação, tear manual mineiro, urdição e produção artesanal com algodão.
O debate sobre o futuro da atividade também ganhou destaque em palestras que integraram conceitos de design contemporâneo, sustentabilidade na moda e arte. Os participantes discutiram a trajetória histórica da atividade e a importância de preservar os saberes transmitidos entre gerações.
O encontro serviu ainda como vitrine para matérias-primas e métodos inovadores de produção sustentável, incluindo:
- Uso de fios de seda na tecelagem manual;
- Introdução de variedades de algodão colorido natural, que dispensam processos químicos de tingimento e reduzem o impacto ambiental.
Intercâmbio cultural fortalece o artesanato de Araxá
Para a presidente da FCCB, Madalena Aguiar, a imersão das tecelãs araxaenses no cenário nacional abre portas para a modernização das técnicas locais sem perder a essência histórica.
“Encontros como esse permitem conhecer diferentes formas de trabalhar a tecelagem e avaliar como essas experiências podem contribuir para as atividades realizadas em Araxá. Essa troca fortalece o trabalho da equipe e amplia as possibilidades de atuação do ateliê”, destaca a presidente.
A coordenadora do Ateliê Hermantina Drummond, Patrícia Padovani, reforça que a experiência prática trouxe novos horizontes para a produção do espaço.
“O evento apresentou diferentes caminhos para a tecelagem, unindo tradição, criatividade, design e sustentabilidade. Voltamos com novas referências e ideias que poderão contribuir para o trabalho desenvolvido pelo ateliê e para valorização e preservação dessa técnica tão importante para a nossa cultura”, afirma a coordenadora.
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