Em um encontro estratégico na Casa Branca, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump estabeleceram, nesta quinta-feira (7), um prazo de 30 dias para que um grupo de trabalho bilateral apresente uma solução definitiva para as tarifas de exportação e as investigações comerciais contra o Brasil.
O foco central é o encerramento da apuração norte-americana baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que acusa o Brasil de práticas desleais envolvendo o Pix, etanol e questões ambientais. “Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder”, afirmou Lula a jornalistas em Washington.
Cooperação contra o crime organizado e narcotráfico
Além da pauta comercial, os mandatários fecharam um acordo de cooperação para asfixiar financeiramente organizações criminosas transnacionais.
- Ações conjuntas: equipes da Receita Federal do Brasil e agências dos EUA realizarão operações para bloquear o contrabando de armas e o tráfico de drogas sintéticas.
- Segurança nacional: Lula anunciou que lançará um plano nacional de combate ao crime organizado na próxima semana, reforçando a parceria com o governo Trump para destruir o potencial financeiro de facções.
Minerais críticos e a soberania sobre Terras Raras
Lula aproveitou a reunião para destacar o potencial do Brasil como o segundo maior detentor de reservas de terras raras do mundo. O presidente informou a Trump sobre a sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
“O Brasil está aberto a construir parcerias, mas não queremos ser meros exportadores. Queremos o processo de transformação interna”, garantiu Lula, sinalizando que o país exigirá a industrialização local dos componentes de alta tecnologia.
Retaliação de vistos e tensões diplomáticas
Um ponto sensível do encontro foi a entrega de uma lista de autoridades brasileiras que sofrem restrições de vistos norte-americanos. Lula solicitou a Trump a revisão dessas sanções, que atingem ministros do STF e familiares de membros do governo, como retaliação a decisões do Judiciário brasileiro sobre os atos antidemocráticos de 2023.
Histórico da relação Brasil-EUA
A relação entre os dois países vive um período de volatilidade desde 2025, marcado pelo protecionismo de Trump e tarifas de 25% sobre o aço e alumínio brasileiro. Apesar de recuos parciais e da substituição de algumas taxas por uma tarifa global de 10%, setores-chave ainda enfrentam barreiras que o governo brasileiro tenta derrubar via OMC e diplomacia direta.
Fonte: Agência Brasil
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