A União Europeia (UE) anunciou, nesta terça-feira (12), uma medida drástica que retira o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. A decisão, que passa a valer em 3 de setembro de 2026, foi motivada pela falta de garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.
O anúncio causou forte reação em Brasília. Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento afirmaram ter recebido a notícia com “surpresa” e garantiram que o país adotará todas as medidas necessárias para reverter o veto antes da data-limite.
O que está em jogo: impactos na exportação
Caso a decisão não seja revertida, o Brasil ficará impedido de enviar para o mercado europeu produtos como:
- Carne bovina e de frango;
- Ovos e mel;
- Peixes e animais vivos destinados à alimentação.
Diferente do Brasil, outros vizinhos do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a exportar normalmente para o bloco.
Entenda o entrave sanitário: o uso de antimicrobianos
O foco do bloco europeu é a política One Health, que visa combater a resistência antimicrobiana. A UE proíbe o uso de medicamentos que também são essenciais para tratamentos humanos, como a virginiamicina e a bacitracina, quando utilizados como melhoradores de desempenho animal.
- Regulamentação: O bloco considera que o Brasil não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias foram banidas de toda a cadeia produtiva.
- Rastreabilidade: O problema central é regulatório, envolvendo a capacidade do Brasil de comprovar documentalmente o ciclo de vida dos animais exportados.
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Ações do Governo e do setor Agropecuário
O governo brasileiro agendou para esta quarta-feira (13) uma reunião com autoridades sanitárias europeias para buscar esclarecimentos técnicos. O Brasil defende que possui um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, sendo o maior exportador mundial de proteínas animais.
Entidades como a Abiec (indústria de carne bovina) e a ABPA (aves e suínos) afirmaram que o setor já cumpre normas internacionais e está colaborando com o Ministério da Agricultura para atender às exigências adicionais da UE.
Serviço e próximos passos
- Entrada em vigor: 3 de setembro de 2026.
- Exportações atuais: Seguem ocorrendo normalmente até a data-limite.
- Caminho para reversão: Ampliação das restrições legais a medicamentos e endurecimento dos mecanismos de rastreabilidade.
Fonte: Agência Brasil

































